
De repente estamos todos fechados sem saber até quando.
Talvez para a maioria das pessoas seja um momento de reflexão, amor e fé. Para mim certamente também mas não em tudo.
Todos os dias faço um esforço para ter tempo para mim e para as pessoas que gosto.
O trabalho não é a minha prioridade simplesmente dá-me de comer todos os dias.
Tenho um carro normal com o qual continuo a andar porque preciso dele para me deslocar, não para mostrar aos outros que sou melhor.
Faço as minhas viagens mas já fui muito mais feliz no silêncio do Alentejo do que em muitas cidades do mundo.
Sempre me senti no mesmo barco que qualquer outro ser humano. Falo e respeito todo o tipo de pessoas sempre e quando me respeitam a mim.
Acredito na igualdade mas acredito ainda mais na luta. Quem luta todos os dias, com fé chega mais longe do que quem só acredita de vez em quando ou quando lhe convém.
Tenho medo de morrer hoje (com corona) e todos os dias da minha vida, talvez por já ter vivido muito perto da morte.
Em nenhum dia da minha vida considero que não sou vulnerável. Sou todos os dias. Porque tenho emoções e muitas vezes me falta inteligência emocional para lidar com o mundo.
Não tenho dúvida que este período é uma lição para o mundo, para os negócios e para muitas economias. E como tudo isto não se faz sem pessoas é ele também uma lição para nós.
A principal mensagem é que é importante cada um de nós arrumar o seu mundo para todos juntos arrumarmos o nosso mundo!
Como depois da tempestade vem a bonança. Que venha um vírus bom e que se propague pelo menos tão rápido quanto este.
Amen 🙏
