Os líderes emocionais (corações em números)

Existirá algum número para o coração?

A propósito de inteligência emocional. Todos ouvimos falar dela, alguns sabem o seu significado mas muito poucos a põem em prática.

A propósito de liderança e tomar decisões, os grandes experts na matéria dizem que uma boa decisão deverá resultar de um cozinhado de uma boa dose de cabeça e de uma boa dose de coração. Talvez devêssemos todos incansavelmente encontrar esse equilíbrio nas decisões que tomamos, mais ou menos importantes. E sem darmos conta tomamos muitas decisões todos os dias, começando quando acordamos e decidimos se vamos ter um bom ou um mau dia. Sim, somos nós que decidimos. É a principal responsabilidade de todos nós. E se cada um de nós decidir que vai ser um bom dia, seremos todos muito mais felizes. Porque as partes são maiores que o todo.

Lincoln um dia disse “a maior parte das pessoas é feliz na medida em que decide sê-lo”.

Voltando às decisões, segundo Spencer Johnson para tomar uma decisão, três perguntas são fundamentais:

– é uma necessidade ou um desejo?

– quais as alternativas que tenho?

– pensei exaustivamente sobre o assunto?

Por fim atravessar a ponte. Uso a cabeça para fazer uma pergunta prática. Consulto o coração, fazendo uma pergunta pessoal. A cabeça fria e o coração quente. Uma boa decisão nunca poderá ignorar uma das partes. Só assim tomaremos decisões assentes em ambas as verdades e não apenas em uma delas. Só assim tomaremos uma decisão verdadeira, plena de consciência.

Mais, tomar uma decisão mais acertada depende muitas vezes da capacidade de ver, na altura, aquilo que mais tarde irá parecer óbvio.

Como qualquer um de nós, tomamos decisões com base no nosso carácter, com aquilo que temos no coração, quer tenhamos ou não consciência disso. É preciso andar de um lado para o outro na ponte que une as duas metades de si mesmo, a da cabeça e a do coração se quer tomar decisões mais acertadas de uma forma consciente. Depende muito daquilo em que acreditamos. E as nossas convicções são muitas vezes, escolhas esquecidas que fizemos há muito.

Não pode ser um bom líder aquele que, entre outras coisas, não coloca uma generosa dose de Inteligência emocional quer na tomada de decisões quer na forma como dá o exemplo a quem o considera como tal. Como? Reconhecendo e controlando as emoções, empatizando, acarinhando e utilizando as emoções para gerir e agir de forma positiva.

Talvez devêssemos todos encontrar o nosso número para o coração.

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