
Por falar no tão aclamado e repetido “claim” dos dias de hoje – “less is more” e parando para reflectir alguns segundos sobre esta “moda”, sou levada a pensar e a confirmar que não só nos negócios mas também na vida, este claim faz bastante sentido.
Nos amigos, por exemplo, encaixa que nem uma luva. Enquanto somos “teenagers” a nossa “cena”, tal como os próprios o dizem, é ter “bué” amigos. Muitas pessoas, umas parecidas outras bastante diferentes de nós, aos quais chamamos amigos. E ficamos anos após anos a dar-lhes este previlégio de serem nossos “Amigos”.
Com o passar dos anos, os acontecimentos da vida levam-nos a chamar alguns de “conhecidos” ou “amigos do Facebook”. Aqueles com quem não falamos com tanta regularidade mas que na verdade gostamos de saber que estão bem na vida. Se já casaram, tiveram filhos, onde trabalham e o que andam por aí (pela vida) a fazer.
Com o passar de mais uns anos, chamemos-lhe por hipótese, aos 30, perdemos algum interesse em sequer saber desses acontecimentos naturais e factuais da vida de qualquer “amigo comum”. Aqueles que foram, deixaram de ser e que passados tantos anos sem os ver, ficaram numa prateleira da nossa vida que de tão alta que está, já não queremos lá chegar. Estão lá arrumados, com pó e apenas servem para olharmos para eles com alguma nostalgia ou recordação, e é isso e só mesmo isso.
Depois há os outros, aqueles que, não só queremos que fiquem, como eles próprios insistem em ficar. E é maravilhoso.
São poucos. De outra maneira não poderia ser. Porque na verdade, um amigo requer tempo do nosso tempo. E só há tempo, do bom, de qualidade para aqueles que queremos e que achamos que merecem um pouco do nosso tão pouco tempo.
São esses que vão ficar para toda a vida. É para esses que o “less” por mais “less” que seja sabe sempre a “more”, porque é o que temos para dar e quando damos é bom, com a verdadeira vontade de estar.
