Há dias que me incomodam, há outros que me surpreendem e fazem-me acreditar o quão interessantes são.
As pessoas. O relacionamento, a mais desafiante das tarefas de que se compõe o nosso dia. Exactamente pessoas. Todas diferentes e nenhuma indiferente. Um género de amor ódio.
Como as julgamos com um olhar de cima abaixo e como nos surpreendemos ao trocar as primeiras palavras. A genuinidade que tanta falta faz a tanta gente. A humildade que dos que menos se espera, transborda. O brilho nos olhos de quem não se cansa de sonhar. A fé dos que esperam e acreditam que tudo vai dar certo. A arrogância dos mais pobres de espírito. O vomitar de palavras soltas de quem não sabe o que diz mas faz questão de ser ouvido. E aqueles que cada palavra é tom e o que contam, cantando é melodia para os ouvidos e sabe tão bem ouvi-los porque o dizem é com verdade. Confiamos-lhes o nosso coração sem querer. São bons. São aqueles que ao contrário dos outros, não nos incomodam mas sim ajudam-nos a crescer.
Enfim, gente de cá.
Aos chatos e introspectivamente desinteressantes…peço que não me incomodem.
Àqueles que vou surpreendemente conhecendo, peço que permaneçam.
E que a paciência nos chegue sempre e quando a boca não pode falar.
Afinal não queremos estar sós, mas sempre bem acompanhados.

